Playmobil de Luto

Morre Hans Beck, inventor dos brinquedos Playmobil, aos 79



Morreu aos 79 anos de idade, o desenhista industrial alemão Hans Beck, "pai" do Playmobil, informou hoje a empresa Geobra-Brandstätter, fabricante dos famosos bonecos.

Beck, cuja invenção vendeu 2,2 bilhões de exemplares desde que começou a ser produzida em série, em 1974, morreu na sexta-feira, após um longo período doente, em sua casa nas margens do lago Bodensee, na cidade de Konstanz, na fronteira entre Suíça, Alemanha e Áustria.

O desenhista industrial escreveu uma "importante página na história dos brinquedos" com o desenvolvimento de versáteis bonecos de plástico que chegaram aos quartos infantis de todo o mundo, destacou a empresa.

Nascido em 1929, no estado alemão da Turingia (centro do país), Beck estudou na cidade de Zirndorf, onde aprendeu o ofício de carpinteiro e se especializou na produção de brinquedos, principalmente automóveis e aviões.

Ele começou a trabalhar na Geobra em 1958, concentrado inicialmente em maquetes aviões, maquinaria e veículos industriais.



Treze anos após iniciar sua carreira, a empresa transferiu-o ao departamento de loja de brinquedos, com a incumbência de desenvolver uma nova gama de produtos para meninos, de automóveis a modelos humanos.

Sua primeira criação media 7,5 centímetros, era facilmente manejável por uma mão infantil e movimentava braços e pernas.

Daí surgiu a ideia de transformar esse protótipo em uma criatura dotada para a absoluta versatilidade, de se adaptar a qualquer situação e profissão, fosse um ocidental, indiano ou vaqueiro.

Inicialmente, seus modelos se conceberam para meninos de até quatro anos.

Nos 30 anos seguintes ao seu lançamento, os bonecos Playmobil deixaram de ser um produto exclusivamente infantil, no sentido literal da palavra, para conquistar até colecionadores adultos de todo o planeta.

A Geobra é hoje uma empresa com 3 mil empregados, que exporta seus bonecos a 70 países dos cinco continentes.

[FONTE]

Imagine o mundo sem o Playmobil. Boa parte da infância de todos nós seria completamente sem graça. Esses bonequinhos simples e de traços marcantes fizeram com que nossas tardes fosses recheadas de aventuras de piratas, no espaço, no hospital, num forte apache e mais uma infinidade de lugares onde a imaginação infantil comanda.

Hans Beck nos fez mais felizes, agora descanse em paz em algum castelo Playmobil.

5 comentário(s):

At 3 de fevereiro de 2009 às 01:03 Anônimo said...

Pode parecer teoria da conspiração, mas depois de muitas tentativas eu consegui ver "Eu, Robô" e lendo este post me veio a lembrança de que a Lego fechou.

O mundo tá mudando e certas coisas eu acho que não para melhor.

Tenho quase certeza que seremos a última geração que terá imaginação, criatividade...

Eu proibi minha filha de ter aquelas motinhos motorizadas, quero que ela saiba pedalar, e duvido que no futuro as crianças saberão o que é isto, o que é Playmobil, Lego, Comandos em Ação, imaginar que o sofá da sala é uma montanha, que a piscina é um oceano e assim vai...

Como diria o OMO: Se sujar faz bem.

E faz mesmo.

Nossos sonhos mais emocionantes se vão com Hans Beck e muitos outros.

Belo post Tijolo, belo post mesmo.

 
At 3 de fevereiro de 2009 às 01:51 Tijolo said...

Valeu, TT JOe.

Faz bem em proibir sua filha de andar naquelas motinhas motorizadas. Fico revoltando quando vejo crianças andando com aquilo. Poxa, criança é pra correr, ralar joelho no chão.

É usar a imaginação. Me lembro bem que, quando criança, nunca gostei de briquedos que brincam sozinhos.

Sempre curti Lego (como a Lego pode fechar...), Playmobil, bonecos articulados, carrinhos, brincar de espada.

Como você mesmo disse, o mundo tá mudando e infelizmente pra pior. e não é saudosismo e nem nostalgia. Crianças muito novas já andam com celulares de ultima geração e não saem da frente do computador, entrando em sites da Barbie ou Malhação.

Uma pena mesmo. Cara como Hans Beck, Walt Disney, Chuck Jones, nos fizeram crianças felizes. E as crianças de hoje pode ter quem como modelo? Mulher-alguma-fruta-qualquer?

 
At 3 de fevereiro de 2009 às 09:07 Karvalhovsky said...

Pois é, concordo também. O negócio é arrancar as cabeças dos dedos dos pés nos paralelepípedos da rua, jogando futebol com as marcações do campo feitas com caco de telha/tijolo, e as traves com os chinelos.

 
At 4 de fevereiro de 2009 às 18:16 Shirley de Queiroz said...

Minha sobrinha brinca de amarelinha (que a gente chamava macaquinho). Só que ela conheceu a brincadeira na escola, era um tapete emborrachado e com a marca da Xuxa, se não me engano. Não se fazem mais calçadas e cacos de telha??

Ps.: suas tardes infantis eram recheadas de aventuras num... hospital??

 
At 5 de fevereiro de 2009 às 01:06 Tijolo said...

Num hospital do playmobil!

 

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